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Fotógrafo Português em destaque

Portuguese photographerA vida de Hugo Machado é repleta de coincidências, pelo menos no que toca à fotografia. Foi por acaso que, incentivado pela mãe e por uma amiga, resolveu participar no concurso internacional de fotografia da National Geographic. Foi, também por acaso, que descobriu que tinha sido o vencedor da categoria «Lugares», desse concurso mundial.

A história é inusitada. Estava a fazer uma viagem de camelo no deserto de Thar, Índia, quando resolveu parar na cidade de Jaisalmer, perto da fronteira com o Paquistão, para ir a um cibercafé. Consultou o seu email e eis que vê a mensagem anunciando que tinha sido o vencedor. Até já a mãe lhe tinha enviado, também, um email dando os parabéns.

Hugo Machado, geólogo, tem 29 anos e é natural de Angra do Heroísmo, Açores, de onde saiu com 17 anos para estudar geologia, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Foi aos vinte anos que, com mais dois amigos, começou a dedicar-se à fotografia. Curiosamente o avô – que nunca chegou a conhecer, mas de quem viu o trabalho – também era fotógrafo profissional.

Captar imagens é sobretudo um passatempo que lhe dá prazer. Foi precisamente em férias que o seu hobby o fez captar um momento único – o vulcão de Licancabur com uma nuvem por cima. É preciso ver a fotografia, para perceber a sua raridade. Foi em Maio de 2008, estava de férias e eram 7h30 da manhã. O acaso fê-lo reparar naquele instante em que a formação gasosa, em forma de círculo, se centra por cima da formação rochosa, em forma de cone, que separa o Chile e a Bolívia. «Click». Estava, sem que o soubesse, a registar muito mais que uma paisagem, estava a registar a vitória.

Como o próprio afirmou numa sucinta autobiografia publicada no site Olhares.pt: «Uma boa fotografia tem ainda muito de sorte, é estar no local certo, na altura certa e com a luz certa. Mas quem não tem sempre o seu equipamento consigo não a vai conseguir tirar. Por isso não se esqueçam da câmara em casa e bons clicks!».

Hugo Machado mudou-se para a Noruega no início deste ano, para exercer a sua profissão na indústria petrolífera, mas já trabalhou e estudou em sítios tão diferentes como Nova Zelândia, Áustria, Angola e Inglaterra. Na capital do Reino Unido, terminou, pouco antes de saber que era um dos vencedores do concurso, um mestrado no Imperial College de Londres sobre geologia do petróleo. Em declarações ao jornal Público, quando lhe perguntam se escolheria a profissão de fotógrafo, se não fosse geólogo, respondeu: «Se calhar é bom que fique só como hobby». Veremos o que o acaso vai continuando a contar.

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Publicado em 27.02.2010 por admin

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