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Golegã, capital do Puro Sangue Lusitano
Há 34 anos que se realiza na Golegã a Feira Nacional do Cavalo a que se juntou, há onze, a Feira Internacional do Cavalo Lusitano. Falar deste município ribatejano, com pouco mais de cinco mil e quinhentos habitantes, é o mesmo que falar das mais intrincadas tradições populares ligadas aos cavalos. Os costumes equestres fazem parte do código genético deste concelho.
Com uma localização privilegiada junto do Tejo e da antiga Estrada Real e, também, fruto da fertilidade das suas terras, que impulsionava a agricultura, desenvolve-se na Golegã uma intensa produção cavalar. No ano de 1541, por exemplo, o rei D. João III mandou que se fizesse um inventário sobre a quantidade de cavalos e éguas existentes na região, mas ordenou que esses números não fossem públicos, porque a informação tinha um importante papel na defesa nacional.
É no ano de 1571 que se institui a Feira de São Martinho da Golegã. A componente equestre ganha um decisivo impulso com o Marquês de Pombal, no ano de 1833, altura em que se começam a realizar concursos de raças.
E se há raça que tem importância neste encontro de carácter mundial é o Puro Sangue Lusitano. Esta estirpe de animais, no contexto internacional, é rara e valiosa. As suas qualidades são testemunhadas desde a Antiguidade, por gregos e romanos. O Puro Sangue Lusitano é considerado um dos mais antigos cavalos de sela do mundo, montado há mais de 5000 anos. A título de curiosidade, até na gravação da trilogia «O Senhor dos Anéis», baseada na obra de J. R. R. Tolkien, foram utilizados cavalos desta raça.
Com um carácter comercial, desportivo e de lazer, o Largo do Arneiro (onde se localiza o picadeiro central), na Golegã, volta a acolher, de 6 e 15 de Novembro, mais um certame onde não vão faltar criadores, aficionados, amadores ou meros curiosos.
Tags: Cavalos, Feira Nacional do Cavalo


