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Um país maravilhoso
Quem diria que, por causa de um poeta grego, um dia distinguiríamos as grandes obras arquitectónicas da humanidade e de Portugal. Foi Antípatro de Sídon quem primeiro referiu a existência das Maravilhas do Mundo Antigo, entre as quais se destacavam as pirâmides de Gizé, que ainda hoje chegam aos nossos dias, ou os míticos Jardins Suspensos da Babilónia. Baseado neste conceito, Bernard Weber, um canadiano nascido na Suíça, resolveu fundar a associação «New7Wonders» e eleger as Novas 7 Maravilhas do Mundo.
Entre os vencedores contam-se o monumento do Cristo Redentor (Brasil) o Taj Mahal (Índia) ou a Grande Muralha da China. A cerimónia, que decorreu no estádio da Luz, no dia 07-07-07, foi repleta de simbolismo. Foi a primeira votação à escala global, realizada pela Internet e vista por cerca de 1,6 mil milhões de telespectadores em todo o mundo. Por outro lado, a polissemia do número e da data deu o mote à iniciativa – dizia o grego Hipócrates que « o número 7, pelas suas virtudes escondidas, mantém no ser todas as coisas; dá vida e movimento; influencia seres terrenos e até os conjuntos celestes». Mas a iniciativa teve ainda mais significado porque, além da revelação oficial ter decorrido em terras lusas, foram também anunciadas as 7 Maravilhas de Portugal – algo inédito.
De uma lista de 793 monumentos nacionais, classificados pelo IPPAR, um grupo de 7 peritos escolheu 77, que seriam sujeitos a votação. Numa fase seguinte, um Conselho de Notáveis, de várias áreas sociais e profissionais, escolheu os 21 monumentos finalistas. A decisão final coube aos portugueses, que votaram por SMS, internet ou telefone.
As fantásticas construções eleitas com o epíteto de Maravilhas de Portugal foram as seguintes: Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa), Palácio da Pena (Sintra), Torre de Belém (Lisboa), Castelo de Guimarães e Castelo de Óbidos. A escolha destes monumentos nem é de estranhar, já que apenas o Castelo de Óbidos – agora tão conhecido pelo seu festival do Chocolate – não fazia parte da lista de Património Mundial da UNESCO em Portugal. Todas as outras já o mundo e, em especial os portugueses, tinham eleito como maravilhas, mesmo antes de o serem.
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