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Cão d’àgua português – Uma raça de prestígio
De repente, uma raça de cão portuguesa, quase desconhecida, ascende ao estatuto de coqueluche mundial dos animais de estimação. Os responsáveis são a família do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, que decidiu ter como mascote oficial da Casa Branca um cão d’água português.
Esta raça foi trazida para o nosso território no ano 409, por invasores visigodos. Um animal que se tornaria um fiel companheiro de pescadores puxando redes e, até, transportando mensagens entre barcos.
A raça, chegou a figurar no livro de recordes do Guiness, em 1981, como a mais rara do mundo. Mas não foi só essa a razão que levou Obama a optar pela espécie portuguesa. Uma das particularidades do cão d’água português é o facto de o seu pêlo ser hipoalergénico e, portanto, poder conviver sem problemas com uma das filhas de Obama – Malia, a mais velha – que tem alergias. Outra qualidade reconhecida a este tipo de canídeos é a sua meiguice e gosto por brincadeiras, sobretudo com crianças.
Em Abril de 2009 «Bo» foi, finalmente, apresentado ao mundo. Uma oferta do senador Ted Kennedy, falecido recentemente, que há muito se dedica à criação desta raça.
Desde que se tornou o «cachorro» dos EUA que o negócio em torno do animal de estimação presidencial explodiu. Lançaram-se peluches, canecas, cereais e toda uma panóplia de recordações ligadas a Obama e a Bo. Em Junho de 2009 o Semanário Económico avançava que «de acordo com diversos estudos de consultoras e especialistas, o marketing à volta do presidente americano vale entre dois a 2,5 mil milhões». Em Portugal o preço também sofreu uma inflação acentuada. Se antes se vendiam por cerca de €600 hoje o preço pode triplicar.
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